domingo, 26 de julho de 2009

Trailer teaser do filme 'O Contador de Histórias'.

 
'O Contador de Histórias', filme de Luiz Villaça baseado na vida do mineiro Roberto Carlos Ramos, é a história de como o afeto pode transformar a realidade.
Caçula entre dez irmãos, Roberto desde cedo demonstra um talento especial para contar histórias, transformando, com a narrativa, suas próprias experiências de frustração em fábulas cativantes.
Aos 6 anos, o menino cheio de imaginação é deixado pela mãe em uma entidade assistencial recém criada pelo governo. Ela acredita estar, assim, garantindo um futuro melhor para seu filho.
A realidade na instituição é diferente do que se promovia pela propaganda na TV e Roberto, aos poucos, perde a esperança. Aos treze anos, após incontáveis fugas, ele é classificado como irrecuperável, nas palavras da diretora da entidade.
Contudo, para a pedagoga francesa Margherit Duvas (Maria de Medeiros), que vem ao Brasil para o desenvolvimento de uma pesquisa, Roberto representa um desafio Determinada a fazer do menino o objeto de seu estudo, tenta se aproximar dele. O garoto em princípio reluta, mas, depois de uma experiência traumática, procura abrigo na casa de Margherit.
O que surge entre os dois é uma relação de amizade e ternura, que porá em xeque a descrença de Roberto em seu futuro e desafiará Margherit a manter suas convicções.
'O Contador de Histórias' foi rodado em Belo Horizonte, São Paulo, Paulinia e Portugal. A atriz franco -portuguesa Maria de Medeiros ('Pulp Fiction', 'Henry & June', 'Capitães de Abril') interpreta Margherit. Roberto Carlos é interpretado pelos atores Marco Ribeiro (6 anos), Paulinho Mendes (13 anos) e Clayton Santos (20 anos). Denise Fraga assina a produção com Francisco Ramalho Jr..
O filme estréia em 7 agosto nos cinemas.

Vida de contador de histórias promete emocionar plateias dos cinemas

MGTV 1ª Edição MGTV 1ª Edição

Terça-feira, 21/07/2009

Filme conta a história de um dos maiores contadores de história do mundo. Roberto Carlos Ramos era um menino pobre e analfabeto que foi adotado por uma educadora francesa.

Trajetória de contador de histórias vira filme

Bom Dia São Paulo Bom Dia São Paulo

Quinta-feira, 16/07/2009

O educador Roberto Carlos Ramos já chegou a ser considerado um caso perdido pelas autoridades. Ele foi adotado por uma educadora francesa. Aprendeu a ler e hoje é mestre em literatura infantil.

Dura realidade de interno da extinta Febem vai parar nas telas do cinema

sexta-feira, 17 de julho de 2009

40 ANOS DA CHEGADA DO HOMEM À LUA

 

Comemorações marcam os 40 anos do lançamento da Apollo 11

Aniversário de missão que levou os primeiros astronautas à Lua pode ser acompanhado pela internet.

Uma série de eventos marca, nesta quinta-feira, o 40º aniversário da missão espacial Apollo 11, lançada em 16 de julho de 1969 e que, em quatro dias, levou os primeiros astronautas à Lua.

No Cabo Canaveral, no Estado americano da Flórida, ponto de lançamento de todas as missões Apollo, ex-astronautas de diversas missões espaciais americanas se reúnem para marcar o aniversário. Entre eles estará Buzz Aldrin, piloto do módulo espacial da Apollo 11.

Também nesta quinta-feira, uma exposição no Apollo-Saturn 5 Center, um museu que fica no complexo Kennedy Space Center, também no Cabo Canaveral, será inaugurada.

A mostra traz um acervo raro de trajes espaciais e outros equipamentos usados pelos astronautas das missões Apollo para explorar a superfície lunar.

Internet

As comemorações do lançamento também poderão ser acompanhadas pela internet.

A Nasa, agência espacial dos Estados Unidos, disponibiliza em seu site vídeos, fotos e material de áudio sobre a missão Apollo 11.

O áudio da comunicação entre os astronautas e o comando da missão em terra estará disponível na internet e será transmitida nos mesmos dias e horários em que foram feitos em 1969.

Além disso, há no site da Nasa vídeos restaurados das caminhadas dos astronautas na Lua.

A Biblioteca Presidencial John F. Kennedy também lançou uma página especial de internet para comemorar os 40 anos da missão Apollo 11.

Por meio do site We Choose the Moon (www.wechoosethemoon.org) será possível ter informações sobre a evolução da missão em tempo real, como em 1969.

 

Teóricos da conspiração sobre ida à Lua soltam o verbo nos EUA

Cineasta americano diz ter sido perseguido por negar viagem ao astro.

Astronauta que fez a jornada diz que falha está na educação.

Eles estão entre nós. Aparentemente, são iguais a mim e a você. Muitas vezes, você nunca conhece a verdadeira natureza deles – exceto quando, ocasionalmente, eles se sentem obrigados a falar. Pegue um exemplo do Lens, o blog de fotografia do "New York Times". Um post recente, "Dateline: Space", mostrava imagens incríveis da Nasa, incluindo a foto icônica de Neil Armstrong sobre a superfície lunar. O segundo comentário sobre o post dizia, simplesmente: "O homem nunca chegou à Lua". O autor do comentário, Nicolas Marino, disse ainda: "Acho que a mídia deveria parar, de uma vez por todas, de divulgar algo que foi uma fraude completa e começar a documentar como eles mentiram descaradamente para o mundo todo".

Foto: Nasa/The New York Times

Neil Armstrong e Buzz Aldrin procuram rochas no Texas em 1969, como preparação de sua ida ao espaço (Foto: Nasa/The New York Times)

Quarenta anos depois de que o homem tocou, pela primeira vez, a poeira sem vida da Lua – eles pisaram. Juro. É verdade –, pesquisas consistentemente sugerem que 6% dos americanos acreditam que esses pousos foram forjados e que não poderiam ter acontecido. A série de aterrissagens, uma das maiores apostas da raça humana, foi um truque elaborado para aumentar o orgulho nacional, insistem muitas pessoas.

Eles examinam fotos de missões, em busca de sinais que indiquem falsificações em estúdios. Essas pessoas argumentam que a bandeira americana estava balançando no que deveria ser o vácuo do espaço. Eles exageram nos riscos à saúde de se realizar uma viagem através dos cinturões de radiação que circundam nosso planeta; entendem a destreza tecnológica do programa espacial americano; e alegam assassinato por trás de todas as mortes do programa, relacionando-as a uma conspiração maior.

Não existem evidências críveis para respaldar essa visão. A clara improbabilidade do sucesso num esquema tão grandioso, e o fato de mantê-lo em segredo durante quatro décadas, confunde nossa imaginação. Apesar disso, esses contestadores continuam a acumular acusações até hoje. Eles são apoiador por filmes como um documentário, exibido na Fox em 2001, e "A Funny Thing Happened on the Way to the Moon" (em tradução livre, "Algo Engraçado Que Me Aconteceu No Caminho Para a Lua"), de Bart Sibrel, cineasta de Nashville, Tennessee.

"Eles são pessoas normais, inteligentes, que compraram essa ideia de teorias da conspiração", disse Philip Plait, astrônomo e autor que contesta teóricos conspiracionistas ponto a ponto, e o faz de maneira severa em seu site, o "Bad Astronomy". Ele é uma das várias pessoas que se juntam à luta para afirmar que "isso aconteceu". Um esforço conjunto, sediado no endereço www.clavius.org, ridiculariza os opositores com gosto; seu principal autor, Jay Windley, deu o nome ao site em homenagem à base lunar do clássico de Arthur C. Clarke, "2001: Uma Odisseia no Espaço".

Embora as chamadas provas dos conspiracionistas possam ser claramente contestadas, disse Plait, entendê-las pode exigir um conhecimento de história e fotografia, além de ciência e suas metodologias. "Você tem de fazer o trabalho; tem de trabalhar duro", ele disse, "e a maioria das pessoas não faz o trabalho. Então, essas lendas progridem".

Argentino

Marino, autor do comentário no blog Lens, é um arquiteto de 31 anos nascido na Argentina. Em entrevista por e-mail, ele afirmou que a corrupção política durante os anos de ditadura em seu país moldou sua forma de pensar: "Comecei a perceber como opera a corrupção política e como se comporta o interesse dos poucos que estão no poder".

Em suas viagens pelo mundo – ele hoje vive e trabalha na China –, Marino leu livros afirmando que as aterrissagens na Lua foram forjadas e assistiu a documentários, incluindo o de Sibrel, disse ele, que mostram um retrato obscuro da manipulação política durante a administração de Nixon e, de alguma forma, relaciona a Guerra do Vietnã, o Titanic e a Torre de Babel, antes mesmo de chegar às supostas provas fotográficas do engodo lunar. Sibrel, que vende seus filmes online, perseguiu os astronautas da Apollo com a Bíblia na mão, insistindo que eles jurassem diante das câmeras que tinham caminhado sobre a Lua. Ele irritou tanto o astronauta Buzz Aldrin, em 2002 – assediando-o com a Bíblia e o chamando de "covarde, mentiroso e ladrão" –, que Aldrin deu um soco no rosto do cineasta. Autoridades policiais se recusaram a abrir processos contra Aldrin, o segundo homem a pisar na Lua.

Em entrevista, Sibrel disse que seus esforços para provar que o homem nunca caminhou sobre a Lua custaram caro. "Só sofri perseguições e perdas financeiras", disse ele. "Perdi o direito de visitar meu filho. Fui expulso de igrejas. Tudo isso porque acredito que os pousos na Lua são fraudes".

Ted Goertzel, professor de sociologia da Rutgers University e estudioso sobre teóricos da conspiração, disse que "existe um tipo similar de lógica por trás de todos esses grupos". Na maior parte das vezes, ele explicou, "eles não tentam provar que seu ponto de vista está correto" tanto quanto tentam "encontrar falhas no que o outro lado está dizendo". Assim, disse ele, o argumento é uma questão de acumulação, não de persuasão. "Eles acham que, se tiverem mais fatos que o outro lado, isso mostraria que estão corretos."

Mark Fenster, professor da University of Florida Levin College of Law e autor profícuo sobre teorias da conspiração, afirmou enxergar similaridades entre pessoas que argumentam que os pousos na Lua nunca aconteceram e aquelas que insistem que os ataques do 11 de setembro foram planejados pelo governo, e que a certidão de nascimento do presidente Barack Obama é falsa: no fundo, disse ele, a polarização é tão profunda que as pessoas acabam com a crença solidificada de que aqueles no poder "simplesmente não merecem nossa confiança".

O surgimento da internet como meio de comunicação, observou o estudioso, torna possível para que os conspiracionistas, antes espalhados, possam encontrar uns aos outros. "Isso faz com que a teoria continue a existir, continue disponível – não é apenas mais um livro empoeirado na prateleira dos títulos com 50% de desconto".

Adam Savage, coautor do programa de televisão "MythBusters", passou um episódio inteiro desmentindo boatos sobre a chegada do homem à Lua, ponto a ponto, de forma divertida e convincente. Os teóricos conspiracionistas, observou ele, nunca desistem. "Eles dizem que você tem de manter a mente aberta", disse ele, "mas rejeitam qualquer prova que não seja coerente com a tese deles". Para aqueles que realmente foram à Lua – mencionei que os astronautas chegaram, sim, à Lua? Seis vezes? – as teorias de conspiração são simplesmente irritantes.

Harrison Schmitt, piloto do aterrissador lunar durante a última missão da Apollo, que tempos depois se tornou senador dos Estados Unidos, disse em entrevista que o péssimo estado nas escolas do país tem tido resultados previsíveis. "Se as pessoas decidem que vão negar os fatos da História, da ciência e da tecnologia, não há muito o que fazer com eles", disse Schmitt. "Por grande parte deles, eu só sinto muito por termos falhado em sua educação."